TALK NERDY WITH US: Entrevista exclusiva com a estrela de “The Magicians” Arjun Gupta

O ator Arjun Gupta fez sua estreia televisiva em 2008 como o personagem Tom no filme Redemption Falls.  Desde então, ele foi escalado para seu primeiro grande papel no cinema em frente a Uma Thurman em Motherhood. Pouco depois, ele estrelou papéis na mini-série Body of Proof Webisodes e na série Nurse Jackie, na qual ele interpretou o personagem Sam por três temporadas. Após deixar Nurse Jackie em 2012, ele ainda fez mais alguns filmes para televisão, incluindo Company Town e Baby Sellers, assim como foi uma estrela convidada nas séries Next Time on Lonny e CSI. Em 2014, ele conseguiu o papel de Kan no sucesso televiso How To Get Away With Murder, e quando esse papel se encerrou, ainda estrelou outros filmes, como o suspense independente The Diabolical e a comédia French Dirty. Ele também fez aparições em The Walker e Limitless. Agora ele está estrelando The Magicians, o novo sucesso de drama supernatural da SyFy, como Penny, um vidente nato com o dom de viajar. Recentemente, eu tive o prazer de conversar com Gupta sobre seu papel em The Magicians, sobre como é trabalhar com o elenco da série, sobre o público e sobre o que ele mais gosta em estar envolvido na mídia.

REPÓRTER: O que te atrai na série “The Magicians”?

ARJUN: O interessante é que quando gravamos o episódio piloto, isso foi em 2014, eu tinha feito audições para vários episódios pilotos diferentes, sabe, eu estava realmente empolgado com a ideia de conseguir um emprego. Mas eu não estava verdadeiramente empolgado com a leitura de nenhum piloto. Então, August estava rolando, o qual é bom após a temporada inicial, e o roteiro para “The Magicians” apareceu, eu estava animado porque conhecia Sera Gamble; eu trabalhei com ela antes e sempre amei e continuo amando o jeito como ela escreve.

Então eu li o roteiro e eu acho que estava empolgado porque isso era tentar se arriscar. [O roteiro] É muito ambicioso – é uma série ambiciosa. E isso era empolgante para mim. Eu estava tipo “adoraria fazer parte disso”. E o personagem era ótimo. Você sabe, fiz audições para  Penny e Eliot, e, incialmente, estava mais interessado no Eliot, mas graças a Deus não consegui porque Hale é perfeito como Eliot. (risos). Ele está fazendo um trabalho admirável. Estou animado com as pessoas começando a ver um pouco mais do Eliot e que vão continuar a ver conforme a série continua. Mas, estou surpreso por eu ter funcionado como Penny. Não poderia estar mais feliz com ele.

REPÓRTER: Qual foi sua primeira impressão do Penny?

ARJUN: Da primeira vez que eu li [o roteiro], a primeira coisa que se sobressaiu ao meu olhar foram as vozes que Penny ouvia. Esse cara ouve e escuta as vozes. E eu fiquei pensando sobre como deve ser conseguir ler mentes todos os dias – tentar se comunicar com as pessoas enquanto ouve essas vozes, esses pensamentos de terceiros dentro da sua cabeça. E, para mim, tentar internalizar isso foi uma experiência fascinante, entende? Eu fiquei tipo “Cara, isso tem que ser incrivelmente difícil, e o que acontece com essa pessoa?” e, para mim, isso significava que a pessoa tinha uma grande habilidade em se concentrar na pessoa a sua frente, porque ela tinha que fazer isso. Por outro lado, ele vai acabar se distraindo com o que passa pela cabeça dele.

Esse nível de foco – esse nível de intensidade – foi, provavelmente, a coisa que mais me ateve, mas, depois, foi divertido me inserir no que isso significa, de onde vem e o que mais estava acontecendo com ele. O quão complicado ele é se tornou o mais empolgante para mim sobre interpretá-lo.

REPÓRTER: Então você diria que isso é de que mais gosta sobre interpretá-lo? O fato de que ele muito complicado?

ARJUN: Bem, acho que isso foi o que se tornou mais agradável como um artista: que ele é um personagem com muitas camadas. Todo episódio é sobre adicionar e ter certeza de que a história está vindo de um lugar cheio de verdades e raízes. Eu venho de uma escola em que o pensamento é: toda vez que você está na tela, você está refletindo alguém. Existe alguém assistindo que pode se identificar com a pessoa que você está representando, e você deve isso àquelas pessoas, ser tão tridimensional quanto você consegue, porque a identificação tem um poder imenso. Então, com alguém tão complexo assim, se torna importante para mim estar focado nesse âmbito, pois, caso contrário, ele parece um idiota o tempo inteiro (risadas), e isso não é interessante para mim.

REPÓRTER: Estou muito interessado na evolução da relação de Quentin e Penny, porque vocês não começaram nas melhores condições, mas acabaram se tornando aliados, mesmo que relutantes, durante os últimos episódios. Nós veremos os dois desenvolvendo algum tipo de amizade?

ARJUN: Sim, nos próximos episódios têm algumas situações em que Quentin e Penny terão de trabalhar juntos novamente, e você ainda verá isso durante todo o resto da temporada. Aparecerão dinâmicas diferentes, aliados diferentes e parcerias diferentes que estão sendo construídas,na maioria das vezes, mais por conta das circunstâncias do que por qualquer outra coisa. Então, alguns episódios serão bem interessantes para todos do grupo.

Em relação ao Quentin e Penny: eles serão amigos? (risadas). Eu não sei se serão do jeito tradicional. Mas, não sei; essa questão seria mais para John e Sera porque eles têm uma ideia melhor sobre aonde tudo isso vai. Na minha cabeça, vejo Quentin e Penny como irmãos. Eles são irmãos, como dois lados de uma mesma moeda. Acho que eles são muito parecidos em vários aspectos, mas que adquiriram maneiras diferentes de expressar seus sentimentos durante a vida. Acho que Penny sente mais externamente, manifestado pelo ponto de vista no qual ele estava literalmente por si só. Ele estava vivendo sem um porto-seguro, se apoiando em si mesmo, enquanto Quentin sente tudo mais internamente, visto que ele viveu em um mundo de privilégios, mas não sabia como se adaptar nesse mundo. E eu acho que eles ainda estão derrubando suas máscaras e suas defesas para chegarem ao ponto de enxergarem seus pontos em comum; e eu não sei se eles ao menos chegarão a esse ponto, mas é como eu vejo de fora.

Mas, é muito divertido, isso posso afirmar! É uma relação divertida; interpretá-los interagindo um com o outro. É uma pena termos apenas uma hora por episódio, porque Jason e eu – espero que eles tenham mais cenas nossas juntos, porque Jason e eu realmente nos divertimos em cada cena. A cada tomada nós fazemos algo diferente no final. Sempre têm essas coisas malucas que fazemos porque estamos nos divertindo, e eles são realmente hilários, então eu realmente espero que Syfy, John e Sera encontrem lugar para essas cenas.

REPÓRTER: Ah, cara! Agora eu realmente quero ver tudo isso! Nós temos que fazer isso acontecer!

ARJUN: (risadas). É, realmente temos! É muito divertido e eu acho que as pessoas realmente gostariam deles.

REPÓRTER: Também acho. Então, falando do seu papel, quanto você sabia sobre o passado e a trajetória do seu personagem?

ARJUN: Para mim, como ator, é incrivelmente importante conhecer o passado do personagem, então, antes de fazer a audição e antes de fazer o teste final para esse papel, eu tive que trabalhar um pouco no passado do Penny, baseado no que Sera tinha escrito. E Sera é uma pessoa bem colaborativa, especialmente durante o processo da audição, então eu me senti confortável para recorrer a ela e descobri que nós estávamos seguindo linhas similares no que diz respeito ao tipo de passado que ele teve. E, então, antes de começarmos a gravar, nós tivemos a sorte de os roteiristas serem ótimos e nos passarem vários roteiros adiantados, o que nem sempre é regra. Então, eu sabia, indo para o segundo episódio, quando nós finalmente começamos a gravar novamente em Vancouver no último agosto – eu sabia que lá para o episódio 6, Penny seria forçado a contar para Kady que ele estava apaixonado por ela.

Baseado no caminho que estávamos tomando para a criação do Penny, eu assumi que, provavelmente, ele nunca tinha dito isto antes; também contou a educação que ele teve associada a seu passado – e foi essencial para mim saber desses pontos, para que eu pudesse criar minha representação; de outro modo, tudo pareceria vindo do nada. Então, Sera e John sabem que eu gosto de construir um arco para toda a temporada e, digo, não preciso saber por menores, mas gosto de conhecer o máximo possível sobre onde o personagem terminará e que coisas de cunho emocional acontecerão com ele para que eu possa me preparar.

Do jeito que vejo,  eu e os escritores temos que estar em uma mesma sincronia sobre de onde esse cara veio, isso porque nós tivemos, antes mesmo de começarmos a gravar, várias conversas sobre quem esse cara é e sua origem, mas desde todos nós trabalhemos com verdades, qualquer coisa que eles escrevam, será algo que faça sentido.

REPÓRTER: Como produtores, Sera Gamble e John McNamara têm diferentes abordagens?

ARJUN: Sim, sim, de jeito incrível que deixa tudo balanceado. Sera investe nos livros, ela ama esse estilo; John ama a história. É interessante, o que eu amo nos livros é que Lev transforma o gênero fantasia. E John – John é um estranho em tantas maneiras diferentes que ele leva isso para a série, o que o permite virar de cabeça pra baixo de um jeito bem interessante e animador. Eles têm estilos diferentes, mas o jeito como se completam  e como trabalham juntos – a parceria deles – é realmente incrível.

 

REPÓRTER: Ao fim do último episódio, nós vimos Penny  se recuperando de uma situação bem precária. Você pode contar um pouco, qualquer coisa, sobre o que está por vir para ele?

ARJUN: Sim! Digo, Penny está ficando cada vez mais imprudente. Penny está num lugar bem obscuro agora.Eu acho que essa mudança para Brakebills tem sido difícil para ele, porque ele está num mundo novo em que ele não está confortável; acho que ele se sente mais confortável estando sozinho, não em uma situação de privilégios, se é que isso faz sentido. Acho que há algo que não o deixa confortável sobre estar em segurança. E eu acho que o término com Kady está causando um ataque de imprudência. Posso dizer um grupo improvável de aliados é enviado em uma pequena missão nos próximos episódios. Também estou muito orgulhoso disso; gosto disso.

REPÓRTER: De que você gosta mais sobre trabalhar com esse elenco e equipe?

ARJUN: Ah, cara, tenho tanto para falar sobre esse elenco! Eu gosto, antes de tudo, como um profissional, é trabalhar com pessoas que levam a arte a sério, trabalhar com esses atores que realmente querem contar uma história, então, eles trazem foco, profissionalismo e foco para o projeto. E o talento que eles têm se torna agradável estar por perto. Depois, acima de tudo, nós nos divertimos muito juntos. Nós passamos tanto tempo juntos que nos tornamos uma família. Às vezes, uma família um pouco disfuncional (risos), mas ainda sim uma família. Eu amo trabalhar com eles e amo nosso tempo juntos no estúdio. Estamos sempre rindo e tendo momentos alegres.

Chegou ao ponto de, durante as gravações das primeiras partes da temporada, quando Penny odiava todo mundo, eu ter de mover minha cadeira para longe do grupo, porque era difícil ficar rindo com todo mundo e depois voltar a essas cenas nas quais tinha de odiá-los. Mas, eu também queria falar algo sobre a equipe, porque amei trabalhar com essa equipe que tínhamos em Vancouver e estou entusiasmado com a possibilidade de todos voltarem, porque eles são os melhores. Eles têm colaborado mais do que apenas como uma equipe de apoio. Todos no estúdio têm se dedicado tanto para a série ficar como está e eles nos ajudam a criar um ambiente que nos permite fazer nosso trabalho. Sabe, recebo muita atenção e as pessoas vêm falar comigo, o que é lindo, mas, de verdade, não poderia estar aqui e receber tanto carinho por essa série sem esses caras. Eles são os melhores e sou muito agradecido por tê-los.

REPÓRTER: Isso é maravilhoso de se ouvir. Faz muita diferença para uma série ter pessoas que trabalham tão bem juntos e dão apoio.

ARJUN: Ah, sim, e deixe-me te dizer uma coisa, cara: o departamento de localização, eles – nós fazemos várias coisas na localização e nós estamos em outros mundos – mundos de fantasias – e nós estamos filmamos nessa universidade em British Columbia, então, se estou fazendo uma cena externa e vejo a garotada andando de skate e outros enfeites, se torna meio que difícil pra mim continuar na cena, na história, sabe? Então, o simples trabalho – ou, o aparentemente simples – trabalho que eles tem de fazer se torna o serviço bem desconfortável de ter que impedir as pessoas de andar em seu próprio campus, então esses caras são instruídos a me ajudar a fazer o meu trabalho. E acho que é importante, como um artista, lembrar de que isso é uma comunidade; nunca é só uma pessoa. Não é possível que seja.

REPÓRTER: Se você pudesse misturar “The Magicians” com qualquer outra série atual, qual série você escolheria e por quê?

ARJUN: Essa é difícil. Mas é engraçado, porque recentemente entrei no twitter e algumas pessoas lá tentaram misturar “The Magicians” com “How To get Away With Murder”, o que é engraçado pra mim, porque eu participei um pouco dessa série e todos eles ficaram tipo “Como podemos ter você de volta?”. E então as pessoas começaram a aparecer com maneiras de isso acontecer. Eu, pessoalmente, não poderia fazer isso, porque eu realmente não saberia como misturar a nossa série com qualquer outra. Nós somos um mundo único. Nós não somos um mundo onde eles são super-heróis para que possamos combinar com qualquer uma desse tipo. Nós não podemos nos misturar com qualquer outro mundo sem ter que explicar esse outro mundo e que magia existe, e  isso fundamentalmente mudaria esse terceiro mundo. Então, não acho que você consiga. Você já pensou com que outra série você faria essa mistura?

REPÓRTER: Não exatamente, mas tenho pensado: ok, se uma mistura for funcionar, teria que ser em um universo alternativo ou algo assim, e com Fillory, eu poderia ver algo assim funcionar, mas você levantou um bom ponto sobre como isso mudaria ambos universos. Está meio que se tornando comum agora, apesar de tudo. Eles fizeram isso misturando “Bones” e “Sleepy Hollow” e eu nunca pensei que essas séries fossem compatíveis. Então, tudo é possível, eu acho (risadas).

ARJUN: Verdade, e, para mim – e esse é o ponto onde minha paixão por livros entra – nós temos um ótimo material. Nós não precisamos disso. E, não estou falando mal de “Bones” ou “Sleepy Hollow” pelo que eles estão fazendo, porque tenho certeza de que o público está animado, mas temos muito material de pesquisa rico nesses livros, então acho mesmo que nós não precisamos fazer nada disso. Nós temos que contar essas histórias e é isso que me anima.

REPÓRTER: Então, você realmente está envolvido na mídia. Você está gostando do retorno que tem recebido dos fãs através das redes sociais, tipo o twitter?

ARJUN: É engraçado, porque eu sinto que sou péssimo com redes sociais (risos). Digo, eu me divirto falando com as pessoas, amo. Foi por isso que comecei a fazer Podcasts ao vivo e, por quê faço parte das redes sociais? Amo pessoas. E isso é algo fascinante pra mim sobre o twitter ou respostas instantâneas. Estou gostando disso. Na verdade, estou gostando muito disso. E, vou te dizer, eu provavelmente sou um pouco mais ingênuo e aberto porque tem sido uma experiência bem positiva, acho que isso tem ajudado a tornar tudo mais agradável.

Estava pensando sobre isso outro dia e, de alguma maneira, é tipo o teatro. Eu amo o teatro e, com o teatro, você recebe vários retornos instantâneos dos fãs e tem uma conexão instantânea  entre o artista e a plateia. Quando você está no palco, você os ouve rir. Você os ouve suspirar. Você sabe quando eles estão com você ou não. Isso é algo que você não tem com a televisão, porque geralmente você não está junto com a plateia para assisti-los. Eu não posso estar na casa de 1,1 milhões de pessoas, sabe, por mais bizarro que isso fosse ser (risos). Então, o twitter meio que dá uma dica dessas reações, o que é engraçado. No twitter, as pessoas beiram o absurdo. É fascinante para mim como elas são abertas e descaradas.

REPÓRTER: Você já recebeu alguma mensagem no twitter que te fez ficar tipo “Mas o que?”?

ARJUN: Ah, sim! Especialmente porque eu tenho um podcast no qual nós lidamos muito com identidade e falamos sobre problemas atuais bem relevantes no país todo. E, mesmo sobre a série, eu recebi alguém falando sobre a cena de sexo gay entre Eliot e Mike, então recebi alguns comentários. Sabe, isso me permite praticar algo que realmente me importa, que é a compaixão. Eu tento levar a compaixão aonde quer que eu vá e especialmente para meu auto-crescimento; acho que isso é algo pelo que eu realmente luto, ter mais compaixão  por mim mesmo. Mas, eu também acho que é importante praticar a compaixão contra a ignorância.

Quando começamos a falar sobre raças, diversidades e problemas relevantes, muita ignorância surge na superfície. E o que eu vejo é um amontoado de ódio e ofensas sendo mandados de volta para aqueles que são ignorantes. Isso me magoa, não somente porque esse é um ato maldoso, mas também porque isso não está ajudando a seguir em frente. Nós temos uma oportunidade  toda vez que surge algum comentário ignorante, não de sufocá-lo ou combatê-lo, mas de transformá-lo ,e, a única maneira possível de fazer isso é através da compaixão. Essa é a única maneira de mudar qualquer coisa, e tenho aprendido isso não somente através de minhas experiências pessoais, mas também me baseio no que vejo pelo mundo. Se oferecermos compaixão a quem é ignorante, nós oferecemos uma oportunidade de crescimento. E é assim que seguimos em frente.

Então, quando recebi aquelas mensagens, eu as recebi como uma oportunidade de praticar tudo isso, e foram incríveis as respostas que causei quando respondi desse modo. Isso mostra a eles uma maneira diferente da que eles estão acostumados, então, acho que isso é importante.

REPÓRTER: Também acho que seja incrivelmente importante.

ARJUN: E é. E, você sabe, o Twitter é um lugar maravilhoso. É incrível todo mundo ter voz. É uma coisa incrível e um empoderamento incrível. Digo, as redes sociais são os lugares onde a revolução começou no Oriente Médio. Impactou Ferguson e mostrou o instrumento que as redes sociais podem ser para aqueles lugares que precisam de mudança. Mas, nós somos crianças a respeito dessas vozes. E é muito importante para nós lembrarmos que ainda temos responsabilidades a respeito dessas vozes, e essa responsabilidade deve se refletir  em como nós respondemos as pessoas e em o que nos engajamos. Nós criamos câmaras de eco, que também não estão nos ajudando a seguir em frente. Toda vez que você encontra alguém que discorda de você, você deixa de seguir essa pessoa ou a bloqueia. E eu não acho que esse seja um caminho para o avanço! Diversidade de pensamentos é tão importante quando a diversidade racial ou a diversidade de gêneros e sexualidade. Diria que a diversidade de pensamento é ainda mais importante, nesse momento.

REPÓRTER: Concordo, e, sabe,do modo como eu vejo, é a diversidade de opiniões – diversidade de vozes – que fundam a democracia. Se começarmos a calar essas vozes e parar de ouvir aqueles que têm uma opinião, nós estaremos destruindo um fundamento sobre o qual a democracia é baseada, em minha opinião.

ARJUN: Absolutamente, absolutamente. É isso.

REPÓRTER: Certo, essa é, na verdade, minha última questão para você: que série, livro, filme etc desperta o nerd em você?

ARJUN: Esse é um daqueles momentos em que tenho que dizer que não entendo muito bem o significado da palavra “nerd”, porque parece que toda vez que você se empolga com algo, você é chamado de nerd. Então, eu poderia dizer que tudo me faz um nerd. Ok, no conceito mais tradicional, tem esse autor chamado Jasper Fforde e ele escreveu uma ´seire de livros chamada “Shades of Grey”, a qual eu acho fantástica e me torna um grande nerd, porque se passa num mundo em que todos são separados por cores. Tipo, as cores que você pode ver. Então, se você pode ver o vermelho, você está na Família Vermelha, é um livro fascinante que se localiza num mundo distópico. Então, talvez isso me faça um nerd… Eu virei um nerd de verdade com “Ready Player One”. Mas também quando li artigos da “Time” sobre o espaço. Quando eles conseguiram ouvir o som das ondas gravitacionais, eu realmente surtei com isso. É a vida! Vou além e direi que sou nerd sobre a vida.

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