Hale Appleman fala sobre o desenvolvimento de Eliot Waugh

Baseada nos livros de sucesso de Lev Grossman, The Magicians  é uma série popular do canal Syfy e encontra-se no meio da primeira temporada. Melhor categorizada no gênero da fantasia, The Magicians conta a história Quentin Coldwater, um jovem que desenvolve uma paixão por magia e vai para a universidade para estudar ainda mais. No show, Hale Appleman interpreta Eliot Waugh, um colega na Universidade de Brakebills que serve como um aliado mais velho para Quentin.

 

Você gravou o piloto de The Magicians em 2014 e o show finalmente estreou alguns dias atrás. Como você passou o tempo entre as filmagens e a exibição do show?

H: Eu passei parte do tempo tentando não pensar sobre as duas distintas realidades que poderiam emergir baseadas no veredito [se a série iria para frente ou não]! Por um lado, aventuras mágicas, um papel e um elenco incrível para trabalhar. De outro, há sempre a temporada piloto. E eu sou afortunado por vir de um passado no teatro. Não há razão para que eu fique entediado, a não que eu escolha ficar. Eu também passei um bom tempo escrevendo música, que é outra parte importante da minha vida. E é claro, há tanto amigos quanto família para preencher minha vida.

 

Quando estava se preparando para The Magicians, você fez algum trabalho de preparação relacionado à magia?

H: Eu mantenho os livros de Lev Grossman’s por perto o tempo inteiro.  É o melhor roteiro que eu poderia ter.  Nem sempre você consegue um olhar por dentro de um personagem de um ponto de vista novelístico. E Lev criou Eliot. Então a trilogia é uma espécie de Bíblia. Eu também trabalho minhas mãos e tento alongá-las e mantê-las flexíveis para todo o finger tutting (movimento com os dedos) que temos que fazer. Nosso coreógrafo/orientador de tut,Kevin Li, é incrível, e me dá bastante margem de manobra para encaixar a forma de movimento ao personagem de Eliot. Eu amo ensaiar feitiços com eles, nós nos divertimentos.

 

O quão parecido com Eliot Waugh você é? Você se preocupa que as pessoas confundam você com seu personagem?

H: Eu amo a habilidade inata de Eliot de viver sua vida em seus próprios termos, de não aceitar a definição dos outros de quem ou do que ele é. Eu acho que também consigo me identificar com o fato dele se sentir como um alienígena, como um intruso, alguém que meio que não sei encaixa realmente no molde esperado. Eu sei como é estar do lado de for a, olhando para dentro. Eliot decide criar um novo “interior” de sua “estranheza”. Eu gosto de sua coragem.

E não, não estou preocupado em ser confundido com ele. Nós somos pessoas fundamentalmente diferentes. Eliot vem de um lugar de controle e poder, eu venho de sentimento e intuição. Eliot frequentemente tenta ignorar seus sentimentos, então meu trabalho com ele, muitas vezes, é sobre encobrir minha abertura natural com um pouco de máscara; o que ironicamente o torna mais vulnerável em alguns aspectos. Eu sempre me lembro de fixar firmemente os relacionamentos de Eliot às suas emoções, porque ele realmente não tem uma relação boa com eles. As roupas, cabelo, maquiagem, tudo ajuda a me sentir como Eliot o máximo possível, é um tipo de armadura. O personagem realmente emerge através dessas colaborações.

E no final do dia, meu trabalho é ser Eliot, interpretá-lo e tomar conta dele. Esta é uma responsabilidade que eu levo muito a sério — para Lev, para meus colegas e para os fãs dos livros e do show. Esse é o meu trabalho, e eu amo meu trabalho. E para meus amigos, família e colegas, eles sabem quem Hale é. E eu estou bem com ambas as coisas sendo verdade.

 

Como o Eliot dos livros se compara com o que vemos nas telas?

H: A inspiração e o manual são o personagem de Lev dos livros. Nós somos um pouco mais velhos, então acho que esses anos extras adicionam, talvez, até mais escuridão ao passado de Eliot. Eu também tenho a sensação de que ele teve um pouco mais de tempo para desenvolver plenamente a persona que está projetando.

 

As filmagens do piloto de The Magicians foram a primeira vez que você passou um período de tempo mais longo em New Orleans?

H: Sim!

 

Finalmente, Hale, últimas palavras para as crianças?

H: Sim. Em alguns aspectos Eliot está em um ponto áspero e fazendo inúmeras decisões questionáveis. Mas ele é um ótimo exemplo de uma maneira bem específica, ele é quem ele quer ser e sua jornada de autodescobrimento está constantemente evoluindo. Eu espero que “as crianças” estejam abertas a serem elas mesmas todos os dias, seja lá quem  forem, e saibam que podem mudar e vão mudar. Que você não precisa “saber”, porque você sempre evolui.

Tendo dito isto, e eu vou soar com um avô, mas eu não me importo porque é verdade: por favor, não toquem em cigarros porque nos veem fumando no show. Em primeiro lugar, eles são falsos e os verdadeiros são uma droga e realmente horríveis para você. Realmente. Don Draper provavelmente morreu de câncer de pulmão, ou cirrose. E Eliot está passando por um período difícil, ele recorre aos vícios como uma maneira de não lidar com o seus sentimentos. Então lidem com seus sentimentos, crianças. Falem sobre eles. E não fumem.

Fonte: Downtown Magazine NYC