IGN: Hale Appleman e Summer Bishil falam sobre o relacionamento de Margo e Eliot

É díficil não amar Margo e Eliot em The Magicians. Os dois estavam imediatamente encantadores como o alívio cômico da série do Syfy ‘The Magicians’, mas analisando o episódio mais recente, “Impractical Applications,” ficou claro que havia algo mais profundo nos dois estudantes de Brakebills.

Summer BishilHale Appleman sabem a razão por trás da química que seus persoagens tem: os showrunners Sera Gamble e John McNamara dizem que eles são a Margo e Eliot da vida real (Gamble diz que é Eliot e McNamara diz que é Margo, só pra registrar). Mas não é só essa a prova da união e do entendimento entre Bishil e Appleman, que faz com que eles roubem a cena cada vez que o par aparece na tela em The Magicians.

Como um casal feliz como Margo e Eliot são, há algumas grandes mudanças que vêm para o seu relacionamento. Para obter um olhar para dentro das mentes da dupla poderosa, fiquei no telefone com Appleman e Bishil falando sobre o que faz com que seus personagens chamem atenção, como estamos julgando eles mal e quão profunda ligação de Eliot e Margo é. Basta dizer, esses dois não serão sempre tão próximos durante o decorrer da temporada, mas Appleman tem bastante certeza de que eles pertencem um ao outro.

IGN: O que me impressiona sobre os personagens de Eliot e Margo é que eles começam como personagens secundários engraçados, mas, em “Impractical Applications,” de repente você percebe como totalmente formado eles são. Como você desenvolveu-os assim, especialmente para faze-los como personagens que o espectador gosta desde o início?

Bishil: Obviamente eu li os livros e tentei fazer Margo ser a Janet (nome da personagem nos livros) o máximo que pude. No começo, nós realmente não sabíamos muito sobre eles. Eles eram o tipo de alívio comíco, porque era interessante como uma atriz conhecer Margo e quem ela seria em The Magicians: a série de televisão. Eu meio que tive que esperar semanalmente, conforme os scripts saiam e pensava: “oh, está é quem ela é”, é uma forma interessante de responder às coisas. Eu estava descobrindo Margo com o passar das semanas, foi acontecendo semelhante à forma como o público está descobrindo ela. Foi um verdadeiro prazer de ser capaz de começar com um personagem que realmente evolui ao longo da temporada.

IGN: O que vocês acham do grande mal julgamento que as pessoas fizeram deles pelos primeiros cinco episódios?

Bishil: Provavelmente que o poço não era tão fundo. Eu acho que Margo constuma ser a pessoa mais inteligente da sala, mas ela esconde essa informação na manga. Acho que ela vê tudo que está acontecendo ao seu redor, acho que ela é uma grande julgadora de carater, mas uma pessoa muito vantajosa. Ela salva tudo o que descobre e acumula em seu arsenal para ser usado mais tarde.

Appleman: Eu acho que ele está criando uma ideia dele mesmo, então ele quer que você se sinta de uma certa maneira a respeito dele. Ele quer que você sinta que ele é confiante e seguro e tem suas coisas no lugar e que está sobre o controle disso. De uma maneira, ele quer controlar a forma como você o experimenta. Ele meio que quer desorienta-lo a acreditar que ele é de um jeito, o que ele deve ser, um pouco, mas ele definitivamente atua também. Faz disso um show, esforçando-se em não revelar suas ansiedades mais profundas e suas tristezas do passado.

IGN: Agora Eliot e Margo estão mais envolvidos com os dramas de Brakebills e um pouco com as Hedge Witches, mas vocês podem dizer se eles irão de alguma forma entrar no conflito com A Besta e Fillory? 

Bishil: Eles definitivamente se envolvem na missão principal. Isso com certeza acontece.

Appleman: Sim, e eu acho que eles têm sua própria busca pessoal e sua própria jornada pessoal que é explorado. Sua dinâmica interna com o outro é uma espécie de na linha, você poderia dizer. Isso é um pouco de provocação para você.

IGN: Como vocês explicam o relacionamento deles? Na minha mente não é somente romântico ou somente sexual, mas também é mais que amizade. 

Appleman: Não, não é romântico. Não, não é sexual. Não está definido. Eu não acho que é definível. Esses personagens – e eu vou falar por Eliot – Eu não acho que ele é facilmente embalado, e do ponto de vista sexual, todas as apostas estão fora. Não é “ela é minha namorada, então isso nunca vai acontecer.” Há uma tal intimidade entre eles e tal nível de conforto. Eles encontraram um ao outro nesta escola e precisavam um do outro. Eles têm uma tal união dinâmica quando você os conhece, eles são a pessoa mais próxima nas vidas uns dos outros. Você concorda, Summer?

Bishil: Eu concordo. Acho que para Margo, a única pessoa que ela realmente tem intimidade é o Eliot. Acho que ela é a mesma no sentido de que ela realmente não definir-se como uma forma ou de outra. Acho que ela é muito aberta. Como Hale disse, ele são atraídos sexualmente um pelo outro e tem um relacionamento sexual, mas a maior dinâmica do relacionamento deles é que eles são capazes de serem honestos um com o outro e confrontar seus desejos e medos ao longo da temporada. O relacionamento deles começa a ser testado, como Hale disse, mas é também mais interessante interpretar como uma atriz e esperar para assistir como um espectador.

Margo — e eu não posso falar por Eliot — se envolve na missão comum, por assim dizer, porque A Besta não está apenas ameaçando Brakebills, não está apenas ameaçando seus amigos; está ameaçando sua casa feliz, o único lugar que ela se sente no controle, onde ela se sente poderosa. Eu acho que qualquer coisa que ameaça isso é motivação suficiente para que ela.

Appleman: E eu acho que é bem parecido para Eliot no sentido de que ele achou um lugar onde ele pode realmente existir sendo quem ele quer ser. É a primeira vez que ele tem uma comunidade na qual se identifica e Margo é o epicentro disso. então quando a nossa panelinha da tribo Physical Kid é ameaçada, isso é um ataque pessoal. Você irá descobrir que há uma razão específica que liga Eliot a tarefa com A Besta. Se torna pessoal. Será interessante, para todos que assistem, de ver como isso será abordado.

IGN: Qual o passado que vocês dois criaram para o Eliot e Margo que os trouxeram até esse ponto?

Appleman: Eu costumo pensar — e eu sei que Summer e eu conversamos sobre isso — que os dois vêm de vidas na qual foram rejeitados de alguma forma pela sua comunidade, sua família, pelo lugar do qual vieram. Eles têm isso em comum e isso é uma forma de tristeza e tipo uma ferida, mas é o que os juntou de alguma forma.

Bishil: Para Margo, o que acontece na série, e o que voce verá no episodio 7 e 8, é que o relacionamento deles vira um desafio. Ela no final de tudo tem que se perguntar se consegue se virar sem Eliot. Eu acho que isso se torna um problema pra Margo e é o que ela passa a lidar e pensar.

Appleman: Eu acho que tem algo de necessário quando eles se encontram em Brakebills, mas eu também acho que existe algo não muito saudável e que uma evolução precisa acontecer para que eles continuem. Pelos livros, você pode ver que esses personagens são feitos um para o outro. Eles tem tipo uma conexão de almas. Existe algo importante sobre eles e encontram seu caminho na vida um com o outro.

IGN: The Magicians me pegou quando foi sem medo no episódio “The World in the Walls” me deixando totalmente desprevenido e me convencendo do que a série era capaz. Que outras coisas ousadas e inesperadas que estão vindo você pode contar um pouco?

Appleman: Eu acho que isso está meio que junto com o gênero e com a liberdade de imaginação que temos numa série dessas. Ser capaz de pisar fora da caixa o máximo que pudermos e o máximo que fazemos. Têm muito vindo nessa temporada. Há regras feitas no mundo as quais não podemos quebrar, mas há espaço suficiente para invenções e ideias que não necessariamente chegaram na TV ainda, então é bem excitante. Tem um episodio que meio que se contem na historia e é bem excitante. Não posso dizer muito, mas é obscuro e dá medo.

Bishil: É entusiasmante e eu acho que os personagens estão fora da caixa que eles demandam como uma forma de contar a historia. Eu acho que isso que é tao legal sobre os livros e o que é ótimo sobre a serie é que esses personagens não podem ser cercados. Eles são imprevisíveis e interessantes e não são os seus típicos heróis e heroínas.

IGN: O que eu acho tão interessante nos seus personagens é que eles não querem ser colocados numa caixa, uma ideia que a geração jovem esta abraçando. Pessoas já contataram vocês nas redes sociais sobre se identificarem com o elemento da Margo e do Eliot?

Bishil: Sim, acho que sim. Nós estamos tendo respostas muito entusiasmadas. Eu acho que por isso as pessoas têm uma forte reação à relação do Eliot com a Margot, porque é relatado tão raramente na TV, para os jovens. Como atriz, você vê os scripts onde a personagem está se desculpando constantemente pela sua sexualidade. O que é maravilhoso sobre a Margo é que ela nunca pede desculpas sobre isso.

Appleman: Ou sobre qualquer coisa! [risos]

Bishil: Você verá mais disso no decorrer da temporada. Eu acho que é importante que nossos escritores possam fazer isso, e é importante explorar a sexualidade feminina de um modo sem vergonha. Aí que está a diversão em interpretar a Margo.

Appleman: Eu acho a Summer uma atriz incrível, e o que eu amo nela é a sua sutileza e todas essas camadas que ela interpreta essa personagem. Ela sempre me surpreendeu. Há algo tão idiossincrático e específico na forma que Summer torna a personagem em algo meio ‘menina malvada’ no próprio jeito dela. Lev Grossman a criou, mas é Summer Bishil que a faz assim, é como se ela tivesse um sexto sentido que não se consegue explicar. As pessoas me perguntam, “Quem é a pessoa mais engraçada no set?” e eu sempre respondo que é a Summer. Estou falando sério: ela pega todo mundo de surpresa o tempo todo. Estou muito animado para os fãs conhecerem mais sua personagem. Nessa temporada e nas próximas. A Summer têm muito potencial. Não vejo a hora de trabalhar mais junto com ela. [risos] Eu adoro trabalhar com ela

Fonte: IGN
Tradução e adaptação: The Magicians Brasil