Review: Episódio 1.09 “The Writing Room”

A magia vem com a dor, mas também gera redenção.

The Magicians está constantemente evoluindo e nos presenteando com uma evolução enorme na história. Essa semana seguiu essa premissa, conhecemos um pouco mais sobre o autor dos livros sobre Fillory e um pouco mais do passado de Quentin e Julia, falando na jovem quase maga, o episódio foi dela, todos tiveram momentos de brilhar no drama, mas ninguém chegou perto da Julia.

O calendário acadêmico da universidade continua confuso, parece que quase todos os alunos estão tendo aulas, mas Margo ainda está frequentando orgias em Ibiza. Quentin e Alice descobrem que o sexto livro sobre Fillory foi roubado por Penny, que o destruir após ler algumas paginas. Nas péssimas memórias do jovem, descobrimos que o livro foi escrito pela Jane, ela queria contar a verdade sobre o reino, também descobrimos que ela conseguiu uma forma de levar seu irmão Martin de volta para Fillory, mesmo contra a vontade dos deuses (Fillory possui dois deuses gêmeos Ember e Umber). E a forma de levar o irmão de volta? Um botão encantado. Claro que Q, Alice, Peny irão para Inglaterra encontrar esse botão e contam com a ajuda de um Elliot e seu um cantil de bebida alcoólica que nunca fica vazio. E por um portal que da direto no pub britânico favorito de Elliot e Margo, os estudantes desembarcam na terra da rainha e partem para a casa o museu instalado na casa do autor dos livros (Plover).

Após uma visita durante o “horário comercial”, nosso quarteto de possíveis cabuladores de aula volta para a casa e resolvem explorar cada centímetro do local. Rapidamente descobrem que Plover estava envolvido com magia, mas ao que parece ele não era um mago natural e concluem que ele só buscava um modo de entrar nas terras de Fillory, e sabia que a melhor maneira seria usando magia. A casa é extremamente antiga, impregnada de magia e dor (sabemos que ambos sempre estão relacionados), e rapidamente somos apresentados aos fantasmas das pessoas que habitavam o local na época em que os livros foram escritos. Com ajuda deles, pudemos descobrir que a história era bem diferente do que imaginavam, as crianças sofriam nas mãos dos irmãos Plover, inclusive com abusos sexuais e torturas físicas, Plover só queria entrar em Fillory pra continuar violentando um Martin visivelmente traumatizado. Mas graças aos fantasmas, o grupo encontrou a tal chave de entrada no reino mágico e Peny, ao que parece, vai ser o primeiro a pisar no local. Após tantas descobertas, Quentin viu que tudo que ele imaginava ela uma mentira e que o autor que salvou sua vida era apenas um canalha que se aproveitava de tudo e todos.. Foi triste ver o jovem perder tudo que acreditava, mas isso pode ser fundamental para seu amadurecimento ou para sua doença piorar.

Enquanto isso, Julia continua explorando novas formas de magia, ela conhece uma jovem em estado vegetativo e com ajuda do mesmo feitiço que quase matou Q, ela entra na sua mente e conhece uma pessoa fantástica. Um mulher que também não foi aceita em Brakebills mas ao entrar no MIT descobriu que magia era apenas ciência, poderia ser difícil deduzir algumas coisas, mas quando a primeira nota entra-se no lugar certo, todas as outras também entrariam, criando magias mais poderosas do que as que podem ser ensinadas em Brakebills. As duas estiveram juntas por pouco tempo, enquanto Julia anotava recomendações para se lembrar depois, descobrimos que o dia mais feliz da sua vida foi numa tarde quando criança, junto com Quentin brincando que estavam em Fillory. Eu digo que Julia teve a maior carga dramática e emocional, pois além de viver seu momento mais feliz, em toda a vida, ela presenciou a morte de uma jovem, que implorou para isso. Julia continua crescendo e espero em breve poder escrever muito mais sobre ela, em cada episódio.

Notas para secundaristas:

  • – Elliot, pq não aproveitou que estava na Europa e foi sequestrar Margo? Queremos ela de volta, e depilada.
  • – Elliot tem um dom único pra magia, o movimento dos seus dedos são lindos de se ver. E as cores também
  • – Alice foi muito emotiva no final, mas esperava que ela botasse fogo em tudo, para dar paz as almas das crianças presas no local.
  • – Alguém me explica como funcionam as aulas nessa universidade? Como um grupo de alunos vai pra outro continente e nenhum professor fala nada?

Marcwz