Stella Maeve fala sobre “The Magicians” e a jornada de sua personagem Julia Wicker

Sabe como mágica costumava parecer quando você era criança? Moedas que apreciam de repetente atrás de sua orelha, truques de carta desconcertantes, mesas Ouija? De acordo com o novo drama teen The Magicians, isso é coisa de criança em comparação ao negócio real.

O show vê um grupo de estudantes da universidade com dons, escolhidos para entrar em uma academia secreta em um plano paralelo onde seus estudos os levam a revelações sobre eles mesmos e o significado das artes antigas.

A misteriosa universidade é o marco zero para suas práticas mágicas arcaicas, atualizadas para refletir o mundo atual. Há perigo, hilaridade, corações partidos e isso é apenas o corpo estudantil. Adicione magia e segue-se o caos.

Os poderes dos estudantes se desencadeiam em termos incertos, às vezes através de foco e concentração, às vezes espontaneamente. Energia fulgura da ponta de seus dedos, levitação, leitura de mentes, manipulação de matéria são parte do mundo agora.

Nós falamos com Stella, que interpreta Julia Wicker.

 

M&C: The Magicians é sensacional. É inteligente, cinematográfico e único. O que mais chamou sua atenção quando você leu o roteiro?
Stella Maeve: Julia, estes personagens e os livros têm esse lado sombrio e corajoso. O show não tem medo de fazer piada sobre ele mesmo. Muitos shows do gênero de fantasia não tem um elemento cru, real, orgânico combinado à magia e diversão, seres humanos com defeitos, o que os torna difíceis de entender. Eu amo isso.

M&C: Julia quer tanto desenvolver seus poderes, poderes que parecem vir com facilidade a seus amigos. Nós podemos ver o quanto isso é importante. Tem algo neste desejo com que você pode se identificar?
SM: Eu senti como se a “determinação” e o “desejo” de Julia fossem mais comparáveis a um vício. Essa “coisa”, essa “magia”, tomou conta dela, ela foi consumida por isso. E como resultado, ela estava se comportando de maneiras que nunca teria se comportado antes, se encontrando em posições comprometedoras com um espiral inteiro de eventos estão por vir.

M&C: The Magicians acontece em uma série de mundos, alguns reais outros não, isso aviva a imaginação. Isso te ajuda como atriz?
SM: Eu acho que é mais difícil como atriz ir para o “mundo da fantasia”. Entretanto é extremamente divertido viajar para estas terras místicas mágicas para brincar e usar a imaginação. Mas não há regras, não é a vida real, então quais são os limites? Por sorte, a forma como [o show] é escrito, nos como personagens temos momentos de “hum… que diabos?”, em que criaturas estranhas surgem do nada e nós podemos nos lembrar da obscenidade e do absurdo de tudo isso.
M&C: Há momentos realmente perturbadores que vem do naturalismo e não do choque ou sangue jorrado. Você achou isso assustador?
SM: Julia passa por uma jornada horrível a série inteira. Fica realmente, realmente sombrio. É sempre assustador, estar vulnerável; conseguir se jogar no que está fazendo e tornar aqueles eventos, aquelas emoções verdadeiros para você naquele momento e acreditar na sua veracidade como aquela personagem.

 

Fonte: Monsters & Critics