Tv Guide: Com sexo, drogas e magia, The Magicians é uma fantasia para adultos

Esteja avisado, o primeiro episódio da nova série do SyFy já garante: esta aventura não é nenhum conto de fadas.

Na verdade, embora a história siga um jovem e suas aventuras em uma escola de magia, The Magicians – com suas referências à cocaína, sexo casual e violência sangrenta – é nem de longe coisa de criança. Baseado na trilogia de livros de Lev Grossman, a franquia naturalmente leva muitas comparações com ‘Harry Potter’ – Harry Potter para adultos! Sexy Harry Potter! Harry Potter nas drogas! – Mas seu tom encharcado de ironia torna a série mais parecida com o estilo bitch do filme cult dos anos 90 ‘The Craft’ (‘Jovens Bruxas’, no Brasil).

Jason Ralph estrela como Quentin Coldwater, um jovem sendo puxado contra sua vontade para a vida adulta, enquanto ainda é obcecado com os livros de fantasia ‘Fillory and Further’. Ele está deprimido e socialmente excluído, aplicando a Yale para atender ao mandato social de deixar para trás as coisas de infância. “Todo as coisas de fantasia são uma desculpa para contar histórias sobre pessoas reais”, disse o produtor executivo Sera Gamble no Television Critics Association, quinta-feira. “Magia é apenas uma lente que nos permite ver quem ele irá se tornar.”

Um dia, ele é transportado para Brakebills, uma escola para pessoas com poderes mágicos, onde ele será testado por suas proezas mágicas. Melhor amiga (e provável interesse amoroso) Julia (Stella Maeve) também é convidada a testar para a escola, mas ao contrário de Quentin, não é admitida. Seus caminhos divergem: ele é conduzido a um colégio novo, confuso e complicado cheio de feitiçaria, panelinhas e festas legais. Julia, no entanto, é dirigida para outra direção, que cria uma tensão entre as duas forças tão relutantes como o bem e o mal, e a confusão e clareza.

“O que é tão legal nessa série é que os personagens são muito realistas”, disse Maeve. “Eles falham. O que é diferente na Julia é que ela realmente decide seguir por um caminho diferente. Pode ser escuro e destrutivo por um tempo. Nada na vida é perfeito. Você consegue se relacionar com esses personagens.” Como na vida real, ela continua, sua personagem nem sempre é simpática, ou mesmo compreensível. A questão, porém, é mostrar seu propósito e sua jornada.

Isso, mais do que os efeitos especiais e as regras que caracterizam o gênero fazem com que The Magicians se complete – a lacuna entre contos de fadas que nos envolvem enquanto crianças e os cubículos que habitamos como adultos. Dito isto, os produtores afirmam que pretendem ser fiéis aos livros, com algumas pequenas reviravoltas. (Alguns dos primeiros epis21ódios, Gamble conta, incorporaram experiências dos roteiristas na época de faculdade.) O produtor executivo John McNamara afirma que eles têm material suficiente para seis temporadas.

The Magicians é autossuficiente e um pouco subversivo – uma visão sobre o gênero que explora a desilusão do crescimento à vida adulta. Ou, como Dean Henry Fogg (Rick Worthy) coloca para Quentin no primeiro episódio, “a marcha miasmática inútil para a morte que vocês chamam de vida.” Seu antídoto? “Faça a droga da magia!” É aqui que Quentin descobre que ele é uma espécie de prodígio, e vemos a magia como uma prática – uma ferramenta, não uma solução.

“Não há solução rápida”, disse Olivia Taylor Dudley, que interpreta Alice Quinn, amiga e companheira mágica de Quentin. “Quando eles ficam presos em um local escuro, a magia está lá para ajudar. Mas é quem eles são que os colocarão para fora.”

The Magicians estreia segunda-feira, 25 de janeiro no Syfy.